DEUS E O COMPASSO. Nesta pintura de William Blake, Deus utiliza um compasso para tornar real o desenho criativo.

domingo, 22 de maio de 2011

O NOME DE DEUS

O NOME DE DEUS
Shem  há- Meforash

O Nome de D’us com quatro letras, IHVH, não é pronunciado e usa-se em seu lugar A-do-nai (meu Senhor). Quanto ao nome de Jeovah, encontrado em certas traduções da Bíblia, assinala mais uma leitura errônea do texto.
IHVH

De todos os nomes de D’us apenas o TETRAGRAMA é tido como um nome verdadeiro, sendo todos os outros, descrições.

D’us também é referido por Há-Shem (“O Nome”), tendo em vista a proibição de não chamar o nome de D’us em vão.

O Tetragrammaton (Tetragrama em grego) foi revelado a Moisés (Ex: 6).

Para a Kabbalah D’us dá vida ao mundo através do I.H.V.H. Por ser um dos quatro fundamentos, o IOD-HEH-VAU-HEH vai ser a referência do sistema ternário I.H.V. que se torna quaternário: IHVH, a caracterizar a sistemática reguladora do processo cabalístico, em se referindo aos quatro mundos, aos quatro elementos, às quatro direções cardeais, aos quatro naipes do Tarô; ainda no Tarô: às quatro figuras da corte, às quatro idades do homem, às quatro funções da mente etc.
Cartas Tarô


O Sefer Yerisah (o Livro da Formação) mostra as importantes tríades (oriundas do IHV), para a classificação das letras mãe; das três famílias fonéticas; da divisão ternária das sefírotes etc.

Duas letras dão 231 combinações que representam os Portões, cuja figuração pode ser como a de um conjunto que recapitula um triângulo, para o método lógico; mas para o cabalístico, algo mais completo, tem o aspecto de um quadrilátero.

Já o número de combinações de três (3) letras resulta em 1540. O Rabi Abraham Abulafia revela que este número é de 22 (vinte e duas) vezes o número 70 (setenta). O número 22 refere-se às vinte e duas letras do Aleph-Beit (alfabeto hebraico) e o 70 (setenta) às setenta primeiras línguas do mundo.

Cada letra representa um tipo distinto de informação, pois foi através das diversas manipulações das letras que D’us criou todas as coisas do mundo.
Do Nome de D’us, primeiro fundamento, passamos para o segundo fundamento: o Aleph-Beit.

Da combinação do Nome de D’us e do Alfabeto Hebraico aplicados no hieróglifo da Árvore (das vidas) chegamos ao terceiro fundamento, a própria Árvore.
Desses fundamentos explicamos tudo, absolutamente tudo, em Kabbalah. Pois para a Kabbalah tudo está ligado e por mais diversificado seja o todo, tudo é Um (Echad), e não há um segundo Um.

Eis por que está escrito e dito: -SHEMÁ ISRAEL, HA-SHEM Eloheinu, HA-SHEN Echad !   ou

SHEMÁ ISRAEL, ADONAI ELOHEINU, ADONAI ECHAD !
(Ouça Israel, O Senhor é nosso Deus, O Senhor é Um !)

Paz Plena,

Ozampin

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