DEUS E O COMPASSO. Nesta pintura de William Blake, Deus utiliza um compasso para tornar real o desenho criativo.
sexta-feira, 23 de março de 2012
A Árvore das Vidas (Árvore Sefirótica)
Um diagrama da Eternidade
Este diagrama é o que há de mais importante no aprendizado da Cabala. Onde você se situa agora.
Árvore das vidas porque a palavra vidas, haim, em hebraico, é sempre plural, porque as vidas são muitas e diversas, e sobretudo simultâneas. A Árvore ensina que ninguém morre, muda-se de planos e dimensões os quais são experiências de vidas. As letras do alfabeto hebraico de que tanto já falamos representam caminhos que trilhamos vidas afora. Assim, a Árvore retrata campos de tensões que os mundos representam, e como as vidas são simultâneas, essas letras, caminhos, reportam-se a fluxos, influxos e refluxos que a alma humana vivencia para ser e crescer, que é o viver. Dessarte, cada momento refere-se a instantes próprios desse trajeto de imortalidade. Deus é eterno, a alma humana como fruto deste poder é apenas imortal. Assim, a Árvore é sempre aquele aspecto vivenciado pela alma imortal no momento em que é focada; daí a importância do foco para a Cabala. As letras também se relacionam com fluxos, refluxos e influxos, são caminhos de ida e volta, de ascensão e descensão, que a alma experimenta na suas encarnações simultâneas e às vezes sucessivas. Como tal a Árvore que em última análise revela o processo da divindade na sua criação, acaba por ser a reprodução da experiência anímica. Trata das vidas que ocorrem nos diversos mundos. Em suas mudanças de planos. Não há morte na Árvore, já que a alma é imortal. E não se pode nem se deve querer interpretá-la em um só plano. E como não existe nem espaço nem tempo para a Eternidade, a alma experiencia tudo em um só momento, que é parte da Eternidade. Portanto, a Eternidade é a experiência do Aqui e do Agora. O ser humano é imortal, mas Deus é eterno, O Eterno, louvado seja.
Portanto, não crer em Deus é negar as vidas e a Eternidade: - sandice das sandices! Que pena que alguns de nossos semelhantes padeçam dessas crenças, meros eneagramas cerebrais.
A Cabala visa ajudar-nos para que em nos ajudando possamos criar uma humanidade cônscia e solidária. No mais, esses mundos como não são físicos e são tão somente autênticos estados de consciência, Consciência sim que tudo aplaca, que tudo plasma e que é a força da Mente Divina e revela o próprio Eterno, Oh Santo dos Santos, Louvado seja Vossa Misericórdia, em nos permitindo conceber Vossos mistérios, e, mais, até, sermos partícipes deles. O Eterno é Bondade e Compaixão (Tiferet).
Não basta estudar a Árvore das Vidas, mister encarná-la, vivenciá-la. Isto é crescer.
PRÁTICA: - coloque sempre a figura da Árvore na parede de sua sala ou quarto. Contemple-a diuturnamente. Experimente subir pelos seus caminhos desde Malcult até Tiferet pelas letras: Resh (cabeça); Tov (o bobo, o homem encarnado, seus desejos e aspirações) e pela Shin (o mundo, aquele plano no qual se encarna neste momento focado). Aprenda a vivenciar a sua existência momentânea, pela Árvore de coração e de mente. E subir pelo caminho da flecha, da honestidade experimentando os fluxos do Poder Divino em Tiferet e cresça (conscientize-se) para outros mundos de Luz absoluta. Luz Plena!
A Árvore das vidas é a vida no momento em que você a percebe e dela deve participar. Isso é a imortalidade. Ninguém morre. Despimo-nos da experiência material tão somente. Mas isso se dá a toda hora, conquanto que nos elevemos aos mundos superiores representados graficamente na Árvore a partir do triângulo Gevurah – Tiferet – Hesed.
Oxalá então possa surpreender o relâmpago que desce no trajeto de vidas imortais, caminhos sutis da Consciência.
Que na vivencia desses caminhos possamos chegar ao SER que existe em nós (Tiferet).
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
O Caminho da Honestidade
Letra Tizad
Em outras ocasiões já tivemos a oportunidade de abordarmos este caminho. O caminho do justos, Tzadekim. A cabala é, antes de tudo, uma prática. Toda boa prática está firmada em rigorosa teoria, evidentemente. No caso, trata-se do “conhecimento objetivo” instrumento básico dessa prática, fundamentando-a e que a torna uma prática de vida.
A letra Tizad indica na Árvore Sefirótica a conquista de um estágio superior de evolução e de crescimento espiritual, quando se dá o abandono da esfera do Ego – Yesod para a do Self – Tiferete. Como soem dizer os mestres: a Árvore da Vida é um diagrama esquemático das Sefirót, ou Princípios Divinos que governam a Existência Manifesta. (...) A simples posse do conhecimento objetivo não implica compreensão. (obra citada pg.118) (...). A excessiva crença na própria importância implica a idolatria do Ego. E, embora o ego seja a identidade funcional e o centro do mundo para o homem natural, aquele que pretende tornar-se cabalista não pode permitir que assim seja. Ele deverá abrir mão de seu ego por um rápido instante e submeter-se às instruções de seu maguíd (elevado mestre espiritual podendo ser encarnado ou não), a fim de preparar uma nova fundação que lhe permita ingressar em segurança no mundo superior seguinte.
Obedecer a uma lei inclui beneficiar-se dela. Assim é também com a Cabala. Os princípios são inerentes a cada pessoa, bem como ao universo à sua volta, mas para alcançar os Mundos Superiores é preciso um grande esforço individual. Esforço esse sob as instruções de um maguíd dirige-se à preparação para a mudança aplicando a teoria à prática.
Estudar a dinâmica da Árvore não é suficiente. Entender a teoria dos pilares e das tríades, assim como os títulos das hostes e de anjos e os Divinos Nomes de Deus sem saber onde está não tornará o aprendiz cabalista. O início de treinamento consiste em enxergar a própria posição, perceber, enquanto aprende sua metafísica, que ele está, na maior parte do tempo, confinado á face inferior de Yetzirah, no reino de mecanismos mentais. Isto é conseguido por meio da observação e da aplicação das leis objetivas que ele é capaz de entender, para poder ter algum vislumbre das várias faces superiores na Escada da Árvore Ampliada. Para ajuda-lo, seu maguíd não só lhe fornece as informações teórica de Hod como também lhe proporciona uma vivência de Netzah, mediante exercícios. (Obra citada pg. 120/121).
Firmar posição é um termo cabalístico para designar esta operação quando com vontade, perseverança e muita disciplina, o praticante, seguindo à risca as instruções de seu maguíd, consegue transferir o conhecimento não luminoso de Yesod para cima, para a tríade Hod-Netzah-Tiferet. É quando se ultrapassa a linha limítrofe da consciência comum e ver-se-á no espelho luminoso do Self, com o nível do iniciante que vai se elevar na vertical ao longo do caminho da honestidade, entre Yesod e Tiferet. É mister, todavia, para que se consiga o Equilibro (específico dessa coluna dita do Fundamento, da Graça ou da Santidade), que haja harmonia na face inferior da psique, antes que o poder dos Mundos Superiores seja entregue ao aspirante; caso contrário ele desequilibrar-se-á e a operação será prejudicial tanto a si próprio como a outros, pois o equilíbrio necessário só será obtido pelo trabalho sistemático do aspirante. Dizem os mestres: O pensador deve sentir o fazer, o sensível deve pensar e fazer, e o fazedor deve pensar e sentir. Eis aí o que é praticar Cabala, sem por e sem tirar. Pois, ser cabalista “significa ser capaz de conscientemente e por vontade própria, elevar o próprio nível de Yesod até Tiferet. É possível apoiar-se na coluna da forma à esquerda ou na coluna da força à direita. Contudo, se não houver vida no pilar central, a Graça não poderá descer e sem a GRAÇA é melhor deixar a Cabala em paz. (Obra citada pg. 123).
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
ANOTAÇÕES À MARGEM DOS TEXTOS DA OBRA DE Z’EV BEM SHIMON HALEVI
OS CAMINHOS
Como já observamos alhures, a Cabala é a um tempo o Caminho e o Caminhante. O diagrama da Árvore Sefirótica de que tanto se utiliza reporta-se aos 32 Caminhos da Sabedoria. Já por si 32 Caminhos que apresentam a realidade de uma sabedoria que se revela e se aprimora através de uma experiência histórica (a Tradição) cuja tônica é o SABER-SER. O SABER SER, dir-se-ia que é tanto fidelidade quanto gratidão ao Eterno, doador das vidas.
Nesse seu estudo esclarece o autor o que vem a ser a Cabala, em suma, o próprio saber ser. Começa por tratar do Conhecimento Objetivo, que “o seu modus operandi, a prática da harmonia entre o pensamento e a ação, uma via de crescimento espiritual. A coerência entre o pensamento e a ação evidencia a prática cabalista.” Confirma o autor: Em determinado lugar a Cabala era praticada em termos puramente bíblicos, em outro foi estudada pela cosmologia, e num terceiro, tem como base a ciência dos números. Sua forma expressou-se em rituais, oração e contemplação, evocação de anjos e no estudo do alfabeto hebraico, na pesquisa sobre a natureza da alma e destino dos homens. Todas essas abordagens são válidas, desde que levem à relação correta entre homem, mundo e Deus. Qualquer coisa menos que isso não passava de mera erudição ou magia.
Assim, observamos, hoje em dia, a moda vulgar da falsa erudição, no dizer pedante de pseudo-esoteristas a remarcarem seus parcos conhecimentos em se expressando assim: “Entregamos tudo isso ao Cosmos” ou “ universo que resolva” etc e tal, como se o Cosmos ou o universo ou o mundo capaz fossem de solucionar algo que só ao Criador cabe. Ou se esses tais fossem mais importantes que o homem, para quem tudo foi preparado pelo Criador a fim de que este homem deles se dispusessem. Esses “modismos” incultos revelam o desconhecimento de como Deus criou o homem e o que era necessário para que esse homem pudesse vir e reinar. É sintomático e revelador que não possuem nem conhecimento objetivo nem esotérico, e que ignoram a relação correta entre Cosmos, Mundo e Universo com o Criador e com o homem. Falta-lhes a leitura do Gênesis a demonstrar a fraqueza de sua formação espiritual. Como esoteristas, pecam em não valorizarem justamente o aspecto esotérico dessa temática. É claro que o conhecimento objetivo indica a relação que tem de haver entre o invisível com o meramente visível. Este conhecimento não é erudição. É reflexão. Vem do Ensinamento (THORAH) e da tradição.
Logo adiante enfatiza o autor:
Nos bastidores e comandando a busca desse objetivo da Cabala encontraremos a THORAH que significa “ensinamento”. No judaísmo, isso é conhecido como a LEI. No entanto não se trata aqui o que a maioria dos judeus entende por lei quando lê os pergaminhos de Moisés ao sábados pela manhã. Já foi dito que as palavras na Thorah, são como uma fina vestimenta, atrás do tecido está a alma, e, dentro dela, a alma d’alma, que é Deus.
Ainda que o homem natural conheça profundamente as escrituras, isso não quer dizer, como já observado que perceba sua essência. Ele pode cumprir com rigor os Mandamentos, fato que lhe será creditado como mérito, mas isso não significa que ele entenda de que realmente trata a lei. Para tanto, é necessário uma transformação no modo de ver um processo de conversão que lhe possibilite conhecer não só o corpo e sua anatomia, mas também a alma que habita esse corpo.
As citações são indispensáveis para o entendimento que o autor se preocupa em no-lo revelar, mas que citá-las convém que os aprendizes e estudiosos se detenham as páginas 117 até a 125 da dita obra que comentamos O Caminho da Cabala. Vale estudar e refletir o significado desse estudo.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
CAMINHO
Um livro imprescindível, tanto para os estudiosos quanto para os leigos. Para os leigos? Por quê?
Sim, porque sob a capa da ignorância, não raro, esconde-se a pérfida má vontade, ou pérfida malevolência, um dos demônios da intolerância.
O caminho da Cabala, de Z’ev ben Shimon Halevi, Ágora Editora, São Paulo, 2011. Nesta sua obra, o autor WARREN KENTON, sob o título hebraico acima citado, vem mais uma vez, dentro de sua lucidez absoluta, e de seu estilo didático, demonstrar que, no caminho da Cabala, a Cabala é o caminhante, portador de rara Sabedoria e do Ensinamento (Thorah), passando por várias culturas de vários povos, assimilando e interagindo com todas, mas iluminando-as com a Sua Luz Infinita.
Velho conhecido de estudiosas do assunto Shimon Haveli dispensa comentários, pois através de suas seis ou mais obras já traduzidas para o português, constitui uma das referências mais citadas por todos aqueles que se dedicam ao aprendizado dos princípios básicos do Ensinamento e da Tradição.
Particularmente neste seu mais recente trabalho, Z’ev ben Shimon Halevi explica o Caminho da Cabala através da Estrada, que é a VIDA, história afora, ou seja, da obra da Criação. Há textos assim de rara beleza e de elevada espiritualidade, próprios de um guia qualificado e dedicado.
Como vimos, há vários modos, na Cabala, de descrever a mesma coisa e muitas versões para a Árvore Ampliada e os quatro mundos. Talvez o primeiro e o mais conhecido seja o da Escada de Jacó, cujos pés estavam no chão, onde ele dormia, e seu topo chegava aos Céus com “anjos do Senhor subindo e descendo por ele” (Gênesis 28:12). Em um sonho, Deus informa a Jacó que estará sempre ao seu lado e lhe dará a terra sobre a qual ele repousa. O simbolismo do sonho revela um estado de consciência bem diferente daquele que seria o natural de Jacó. De pronto, ao acordar ele diz “Certamente o Eterno está neste lugar; e eu não sabia”.
Cheio de reverência, ele então tomou a pedra que havia usado como travesseiro e a partir dela construiu um altar. Após consagrá-lo com óleo, símbolo da Graça Divina, chamou esse local de Beit-EL a Casa de Deus. Essa pedra guarda uma ligação com aquela que o Santo, Bendito Seja, lançou ao Abismo durante a Criação dos mundos. A parte superior da pedra, porém, permaneceu ligada à sua origem, enquanto a parte inferior desceu para a Direita, para a Esquerda, pela Criação afora.
E vai por aí com o poder de síntese e abrangência da teoria da Árvore. Nada em especial senão a facilidade com que liga os acontecimentos bíblicos à mecânica de Árvore. Não continuaremos a citação por questão de espaço aqui. Mas, em sua obra, o texto prossegue explicativo do funcionamento da Árvore, na mesma simplicidade sintética que se reporta a fato e à natureza da Árvore de que tanto se serve a Cabala. Só lendo o livro pode-se avaliar a arte do autor. Uma citação pode ser até mesmo uma traição já que nem ao menos consegue mostrar o que seja a maneira de escrever do autor.
Quem estuda tem muito a aprender. Quem quer conhecer vai se surpreender, pois vai ter um preciso conhecimento do que vem a ser a Cabala.
À pratica: vamos tratar de estudá-la, imediatamente!
A propósito, aproveitamos do ensejo para realizar um curso de aprofundamento de seus ensinamentos, a partir deste mês de fevereiro.
Paz Plena.
domingo, 8 de janeiro de 2012
2012 = 5 Letra Hebraica referente ao ano HEH (H)
IHVH
Como se vê no Sagrado Nome do Absoluto HEH aparece duas vezes.
Quanto à sua significação a respeito da quadruplicidade dos mundos ela refere-se no primeiro HEH ao mundo da Criação (BERIAH); o segundo HEH ao mundo da Manifestação (ASSYAH). É, portanto uma letra poderosa. Cuidemos de aproveitar esta sinalização para trabalhar e, com muita disciplina, desenvolvermos nossa espiritualidade. HEH é o Espírito na sua mais íntima significação, pois o mundo Beriático é aquele do Espírito.
Faz nos lembrar a concepção egípcia de que o Espírito carece do físico para refletir-se. Assim temos Beriah se manifestando em Assyah.
Para os Cabalistas, HEH quer dizer no seu aspecto alegórico, janela.
A JANELA – Em nossa postagem anterior (25/12/2011) falávamos da
Estrada (a qual já encontramos pronta quando chegamos ao mundo da fisicalidade).
Da janela podemos vislumbrar toda a Estrada, destarte podemos corrigir o nosso caminho. O que quer dizer isso? – Se o caminho é o caminhante, corrigir nossos intentos e atos é que podemos realizar nossos tikunes.
TIKUN em Kabbalah é alinhamento e correção. O primeiro Tikun cósmico foi o aparecimento dos sefírotes. Assim como no alto, cá em baixo. Precisamos sempre nos realinharmos com o Espiritual para nos recompormos e centrarmo-nos.
Este ano de 2012 tão previsível pelos profetas do desastre pode e deve ser
um ano em que devemos através de nossos realinhamentos crescer absolutamente. A letra HEH revela que é um ano em que se vai resgatar carmas. Atenção, o carma é a nossa oportunidade de nos corrigirmos ou seja de realinharmos nossas forças corrigindo-as de seus desvios e livrando-nos de nossas tolices, frustrações, ilusões, raivas, desarmonias etc e tal, todos aqueles vícios que nos são familiares. Resgate é limpeza de corações e ratificações de atitudes, mudança de padrões de pensamentos, de ideias fixas e de preconceitos. Cabe aí o exame de consciência, única terapia apropriada. Limpeza cármica é um processo consciencial de evolução que se consegue com firmeza propósitos, disciplina, fé e a vontade e devoção. O supremo é bondade, não desampara jamais suas almas, está sempre em busca delas para auxiliá-las dirigi-las; por isso, é que a Estrada “está pronta”. Basta segui-la. E através da Janela podemos perceber e atinar com sua verdadeira direção. Tal como o supremo nos orienta, devemos procurar entende-lo em agradecendo Sua Misericórdia. Isso só é possível com gratidão no coração, devoção e amor.
HEH pode ser a revelação do destino mas pode ser também o Anjo da Guarda querendo nos proteger. Que tal aproveitarmos desse ensejo para reavivar nossos contatos com os mundos superiores?
Metaforicamente, a Janela é a nossa abertura para o cosmos. Pela Janela
recebemos a brisa fresca e branda que é bem mais que ocorrências meteorológicas.
São vibrações de pensamentos do mundo superior que podemos captar. Estes
pensamentos vêm em ondas ou partículas do Ensinamento que preenche todo o cosmos, os quais acessamos através de nosso sistema neural e compatibilizamo-las com a nossa consciência, vibrações que são da Consciência Anterior.
Num mundo espiritual não há nem lugar nem tempo, a sua medida é a
proximidade ou afastamento do Absoluto. A Providência Divina emite
permanentemente ondas vibratórias capaz que são de nos aproximar da divindade, são chamamentos do Absoluto. A isso se chama de misericórdia. Cioso de suas almas o Absoluto bondade que é persegue-nos.
Este ano não é nem mais nem menos propício para isso. Mas a letra HEH é
um lembrete para que nós nos centremos e procedamos aos nossos Tikumes enquanto é tempo.
Ao invés de preocuparmo-nos com os desastres anunciados pelos falsos
profetas, que não são senão cassandras do terror, devemos ao contrário voltar e escutar nossa consciência para as correções que devemos fazer. Que
tenhamos força suficiente para realizá-lo.
Assim seja.
Paz plena.
Ozampin
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
A ESTRADA
Agradecendo a solidariedade e as orações piedosas que fizerem por nós
neste interregno em que adoecemos, voltamos ao Blog e desejamos a
todos um ano novo pleno de realizações.
O tema de hoje é A Estrada.
A Estrada é a nossa vida. Só que quando chegamos A Estrada já está pronta. Ela é um compromisso do Supremo com as nossas almas. E, portanto é uma dádiva e uma bondade, uma benção. Compreendê-lo é saber usufruir desse percurso que nós temos que trilhar que é o viver. O poeta Antônio Machado dizia: Caminhante não ha caminho, o caminho é você. Assim nessa Estrada da vida nós somos o caminho. Embora a estrada esteja pronta nós é quem fazemos o caminho, nós somos caminhantes. Assim, devemos nos abrir a surpresas da estrada e não por atalhos querer modificar a estrada que está pronta. Mas esse exercício faz parte do nosso livre arbítrio e se somos nós que fazemos o caminho temos que enfrentar os percalços que nós mesmos criamos. A Estrada, no entanto já esta pronta, devemos antes aproveitar de tudo que ela oferece. Infelizmente não agimos assim, muitas vezes abrimos atalhos que podem ser abismos que nos jogam fora da Estrada, mas como A Estrada já estava pronta acabamos voltando à Estrada.
Numa cultura pragmática como a nossa, muitas vezes atropelamos os acontecimentos da Estrada e perdemos o melhor que ela nos oferece. Assim vemos pais não acompanharem o crescimento de seus filhos, pois têm que ganhar dinheiro para deixar para eles. É tudo um apego do ter em vez de um saber do ser e isto promove muito dos nossos conflitos. Perdemos o melhor que nos oferece a Estrada querendo construí-la sem acreditar que elas nos possa oferecer melhores momentos e nos ensejar melhores oportunidades.
Segundo Salomon de Lutik, com a aprovação do Maggid Dov Baer o importante hassídico, Deus preenche todos os mundos e nenhum espaço é vazio. Dele é preciso perceber sob a coberta do mundo material e energia Divina que penetra todas as coisas. Assim todas as emoções humanas têm origem nos céus e é necessário lá alcançar a fonte do amor, do medo e de todas as emoções que nos acometem, em acreditando na origem delas, e por isso tudo que acontece ao homem enseja-lhe ocasião para venerar Deus. Afirma Dov Baer: “Toda energia do homem e sua própria alma não lhe pertencem de fato. Até mesmo quando ele age para venerar Deus é por conta de Deus e não por si mesmo.”
Se verdadeiramente veneramos, eliminamos essa ânsia de querer mudar a Estrada e aprendemos que o verdadeiro caminho é essa veneração. Tudo então se modificará e A Estrada nós oferecerá momentos de grande prazer e felicidade. Portanto basta esta conexão para que a vida se modifique. Precisamos pois nós que somos os caminhantes acreditar que A Estrada pode nos oferecer e vai nos oferecer se mantivermos essa convicção momentos de satisfação e gratidão. É preciso acreditar que é boa A Estrada e o caminho é nós que fazemos...
Esta é a nossa mensagem neste Natal, 25 de dezembro de 2011.
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